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Seguranca Privada
Desde: 22/12/2013      Publicadas: 5      Atualização: 02/02/2014

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 Segurança

  22/12/2013
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Segurança Empresarial - Fraudes: Prevenir, Conter & Reprimir.

Artigo publicado no RH PORTAL (2013)

 Segurança Empresarial - Fraudes: Prevenir, Conter & Reprimir.




Segurança Empresarial - Fraudes: Prevenir, Conter & Reprimir.




"A parte que ignoramos é muito maior que tudo quanto sabemos."
(Platão).


O incremento de fraudes internas e/ou externas contra as organizações merece uma reflexão do sistema de segurança empresarial no que tange a criação de novos mecanismos que efetivamente venham a gerar o desestímulo ao comportamento criminoso. Hodiernamente a ética não é um valor que transita na sociedade com desenvoltura. Ao contrário, a ideia de "levar vantagem", de obter cada vez e mais rápidos bens materiais, de "ser esperto" suplanta cada vez mais os valores de caráter e moral, e com isso amplia a participação de pessoas, que até então "acima de qualquer suspeita" em ações criminosas visando obter vantagens indevidas ou apropriar-se do que não lhe pertence.
Recentemente a Microsoft em conjunto com autoridades americanas, participou de uma operação que culminou com a acusação e a demissão de um gerente envolvido em "fuga de informações" visando a atividade especulativa financeira a partir de informações privilegiadas. Brian Jorgenson, gerente sênior de portfólio da Microsoft com um comparsa, obtinha informações sensíveis e as repassava dando viso a aplicações financeiras vantajosas.

A Comissão de Segurança e Trocas dos EUA executou investigações sobre aplicações financeiras no mercado, e agora processa Brian. A Microsoft em nota à imprensa disse: "a nossa empresa tem tolerância zero para insider trading. Nós ajudamos o governo com a sua investigação e despedimos o funcionário". Brian, em sua defesa afirma que "Foi apenas ganância. Eu estava focando muito nas coisas materiais".

O fato corrobora o conhecimento de investigadores privados que atuam em fraudes, e que sempre acabam por encontrar alguém que acredita que pode fraudar e obter a vantagem. Alias, existe em nosso meio certa tolerância com estelionatários, golpistas e fraudadores, que acabam por aparecer no inconsciente coletivo como gente "esperta"!


Nada mais falso. Na verdade trata-se de um criminoso que escudado quase sempre em sua função e dos conhecimentos que tem da empresa acaba por abusar da confiança e perpetrar seus ataques criminosos que variam do pedido de "propinas" para contratar um serviço, passando por "folhas-fantasmas" de empregados onde "infiltrou" alguns nomes e chegando em alguns casos a apropriar-se de numerário da organização, contando com a impunidade. Recebimentos "falsos" de mercadorias e produtos e "erros no estoque", são comuns para esse tipo de criminoso, que quase sempre demora a ser descoberto, e quando o é não deixou provas !

Uma multinacional instalada no Brasil e líder mundial em seu segmento foi vítima de um gerente que aplicava recursos financeiros da empresa e nessa operação dividia e separava valores. Era o cúmulo do cinismo. Usar dinheiro da empresa para aplicar no mercado financeiro e obter para si o lucro. A empresa não tolerou e não quis esconder nada, pois era uma forma pedagógica de agir sobre o funcionário faltoso, e ao mesmo tempo alertar aos demais que a organização não aceitava tal prática. O funcionário após procedimento policial provocado pela empresa foi levado a justiça pela ação criminosa e posteriormente condenado, já que a empresa contratara para funcionar como assistente da acusação um dos maiores criminalistas do País.

Há poucos dias vem a tona noticias de que uma sindicância foi aberta na USP em sua Faculdade de Direito, visando apurar fraudes no lançamento de notas dos alunos que obtinham créditos... sem cursar as matérias, contando com a colaboração de funcionários !

Uma visita ao site www.fraudes.org mostrará as mais variadas fraudes que são realizadas e seu contexto. A leniência em agir preventivamente e a falta de protocolos de segurança expande a possibilidade de fraudes, pois como diz o adágio popular:" O cachorro entra na Igreja porque a porta está aberta...", ou seja as facilidades que são percebidas não só são causas, como encorajam a ação de golpistas e fraudadores. A falta de um código de ética na organização contribui para que exista uma visão romancesca do fraudador, que ora é um "coitadinho", ora é um "cara esperto"!


A Segurança Empresarial deve criar junto à superior administração, uma "Política de Segurança Empresarial" que defina claramente a intolerância com fraudes internas e externas, assegurando seu comprimento e aceite por toda a organização e auditando seu cumprimento.

Para as empresas que negociam com o Poder Público, a Lei 12.846/2013 trará para as organizações uma nova preocupação, que é a de serem "proativas" no combate à práticas ilícitas, sendo que fraudes, envolvem o sistema de anticorrupção por ela previstos e tratados. A nova Lei que traz em seu bojo pesadas multas aos infratores, além da responsabilização pessoal de dirigentes, inclui uma significativa responsabilização empresarial sobre o tema que deve merecer um trabalho de análise de riscos sobre o problema.

A Prevenção a Fraude, inicia-se por um amplo processo de divulgação das práticas não aceitas pela empresa, de um código de ética aos quais os empregados tenham de aderir e respeitar, e de um trabalho de monitoração através de unidades de compliance e de segurança empresarial onde a investigação preventiva tem enorme papel no conjunto.

Os danos das fraudes são "socializados", causando desemprego, redução de investimentos e até a cessação das atividades econômicas, com evidentes prejuízos a todos os atores do mercado ocupacional e dos investidores no negócio.


Carlos Paiva " Consultor na área de SE, é Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Segurança Empresarial(IBRASEM)-E-Mail: contato@ibrasem.com.br






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